Às margens da terceira maior baía do país e com mais de 440 anos de existência, Camamu é uma das mais antigas cidades brasileiras, nascida de índios tupiniquins em 1560. Camamu chegou a ser a segunda cidade mais importante da Bahia e o maior exportador de farinha de mandioca do país.

Os primeiros habitantes de Camamu, heroicamente, reprimiram as incursões dos invasores estrangeiros que tentaram a todo modo serem os senhores daquelas bandas. Hoje é o portal de entrada para a baía de mesmo nome,a partir da qual chega-se, de barco, aos principais destinos turísticos: praias paradisíacas, de águas cristalinas e quentes, bem como a várias ilhas localizadas no seu entorno. De Camamu partem diariamente embarcações para Barra-Grande, Ilha Grande, Cajaíba, Campinho, Ilha da Pedra Furada, entre outros.

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História


Às margens da terceira maior baía do país (só superada pela Baía de Todos os Santos e pela
Baía de Guanabara) e com 440 anos de existência, Camamu é uma das mais antigas
cidades brasileiras, nascida de uma aldeia de índios tupiniquins em 1560,
catequizados pelos jesuítas, que ali ergueram a capela de Nossa Senhora da
Assunção de Macamamu. A criação da vila em 156  juntamente com as de Cairu e
Boipeba deveu-se ao segundo donatário da capitania de Ilhéus Lucas Giraldes.


Camamu chegou a ser a segunda cidade mais importante da Bahia e o maior
exportador de farinha de mandioca do país. O naturalista Von Martius no início
do século XIX disse sobre Camamu: “este lugar é sem dúvida o mais importante e
o mais populoso da costa da Bahia, ao sul da Capital. Conta-se na vila para
mais de 6.000 pessoas, havendo proporcionalmente muitos brancos e poucos índios”.

Dotada de um mirante em sua parte alta e situada defronte de uma baía repleta de manguezais,

segundo uma lenda local curupira com seus pés voltados para trás, já fez mais de uma pessoa perder a orientação
dentro do mangue. Se você passar algum tempo caminhando entre as raízes aéreas
do manguezal entenderá o porquê da crença. A cidade possui um rico patrimônio
arquitetônico e urbanístico, além de uma das maiores igrejas do interior do
Estado, a matriz de Nossa Senhora da Assunção, do século XVIII.


Na parte alta da cidade fica também a igreja de São Benedito (1839), onde
residiram os jesuítas e na qual dizem que existe um túnel fazendo uma
interligação com um casarão do outro lado da rua, que era utilizado na época
dos ataques holandeses. Destaca-se ainda a igreja de Nossa Senhora do Desterro,
construída provavelmente em 1670, com sua cúpula nervurada de base quadrada,
uma reminiscência gótica. São comuns na cidade sobrados com portas e janelas
com cercaduras do tipo Maria I.


Segundo o inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia IPAC-BA, “Em Camamu,
devido às condições do sítio, muito acidentado, surge, ainda, no século XVIII,
um tipo de habitação muito particular, que se poderia chamar de sobrado
invertido. São residências, muitas vezes com sótão, com acesso por uma rua
elevada e dois ou mais porões abertos para a encosta.



Quando na esquina, tais porões se articulam diretamente com a rua e têm funções
independentes da residência”. Na zona rural há belas casas de fazendas e engenhos.


Fonte:

Prefeitura de Camamu

Wikipedia


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