Às margens da terceira maior baía do país e com mais de 440 anos de existência, Camamu é uma das mais antigas cidades brasileiras, nascida de índios tupiniquins em 1560. Camamu chegou a ser a segunda cidade mais importante da Bahia e o maior exportador de farinha de mandioca do país.

Os primeiros habitantes de Camamu, heroicamente, reprimiram as incursões dos invasores estrangeiros que tentaram a todo modo serem os senhores daquelas bandas. Hoje é o portal de entrada para a baía de mesmo nome,a partir da qual chega-se, de barco, aos principais destinos turísticos: praias paradisíacas, de águas cristalinas e quentes, bem como a várias ilhas localizadas no seu entorno. De Camamu partem diariamente embarcações para Barra-Grande, Ilha Grande, Cajaíba, Campinho, Ilha da Pedra Furada, entre outros.

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Particularidades

A palavra Camamu significa “o peito negro, espécie de ave aquática”.


O município de Camamu teve origem de uma aldeia de índios “Tupiniquins”
em 1560. No entanto, é possível que muitos anos antes o homem branco houvesse
estabelecido contato com os indígenas dessa aldeia. Em novembro de 1561 o padre
Luis da Grã a pedido de um índio cristão de Ilhéus, Luis Henrique Transferiu a
aldeia mais apara o sul do local em que se encontrava, fixando-a no lugar
determinado “ passagem de Macamamu” por terras férteis banhadas por vários
rios. Nesse local foi fundada a grande aldeia, congregando índios de outras
terras menores situadas em lugares distantes com o nome de aldeia de Nossa
Senhora da Assunção de Macamamu. Logo depois elevada a categoria de freguesia
pelo Bispo D. Pedro Leitão, filiada a Vigaria de Ilhéus em 19 de Julho de 1631 e
logo depois em Vila por João de Ferreira.


Era uma vila bastante prospera onde se encontrava com
engenhos de cana e casas de farinhas, além de ser bastante visada na época pela
situação fisiográfica, numa encosta frente a barra franca que a tornava visível
de pleno mar.


Sofreu o período de 1624 à 1640 diversas invasões por parte
dos holandeses, com atos de pirataria. Em 1634 em uma das invasões encontraram resistência
por parte dos aldeados que foram saqueados.


No ano de 1937, Lichtardt, mandou uma nau a aldeia de Macamamu,
a qual foi afundada. Os Macamamuenses unidos aos índios Barcelos conseguiram “verrumar”
a embarcação pondo-a a pique na Barra. Lichtardt, enfurecido com os atos dos
nativos, invadiu a aldeia e incendiou os engenhos com a cooperação de alguns outros
indígenas. Foram tantos os danos sofridos que os senhores de engenho entulharam
os canais de acesso com enormes pedras. Tais entulhos assemelhavam-se a uma
barragem feita sob as águas. Ainda hoje existem, impedindo a passagem de barcos
de maior calado em maré baixa, sendo visíveis nas estradas de Camamu e Tiriri.
Finalmente a antiga aldeia de Nossa Senhora de Assunção de Macamamu foi elevada
a categoria de Vila com o nome de Camamu e depois a criação do município por
decreto do governador D. José Gonçalves da Silva, em 27 de julho de 1891,
passou a categoria da cidade, esta situada a 322km da capital do Estado e a
terceira maior do Brasil em dimensão, profundidade e beleza, com
aproximadamente 24 km na sua maior largura em 43km de fundo.


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